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Marketing nas redes sociais virou Propaganda

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Esta semana terminamos de ler o livro The Cluetrain Manifesto (em português O Trem das Evidências) que foi escrito em forma de manifesto, em 1999, por quatro ilustres americanos: Rick Levine, um engenheiro da Sun Mycrosytems; Christopher Locke, consultor e um reconhecido analista de negócios; David “DOC” Searls, um conhecido publicitário do Vale do Silício e também escritor do livro The Intention Economy: When Customers Take Charge e David Weinberger, um entusiasta comentarista de alta tecnologia.

Pode soar estranho de como um manifesto de 1999 tem a ver com os dias de hoje. Mas o brilhante quarteto trouxe um novo enfoque para as conversações online, tratando da relação empresa-mercado a partir das conexões da web. Eles afirmam que o mundo caminha para uma nova realidade, que estamos vivendo um novo paradigma, uma nova forma de comunicação, ultrapassando o pensamento do século XX sobre os negócios e a relação entre marcas e consumidores.

“Uma poderosa conversação global começou. Através da Internet, as pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de compartilhar conhecimentos relevantes com velocidade estonteante. Como resultado direto, mercados estão ficando mais espertos – e ficando mais espertos que a maioria das empresas.” – Manifesto Cluetrain

O livro é dividido por 95 teses, sendo uma referência aos 95 postulados de Martinho Lutero que anunciaram o início da Reforma Protestante.

Mas o ponto em questão é a velocidade e a forma com que os negócios estão tendo que se adaptar para a nova realidade. As redes sociais e as formas de interação com os clientes através das comunidades pareceram a estratégia perfeita para se conectar diretamente com as pessoas. Parecia o elixir da longa vida, da imortalidade, para as marcas que acreditavam que a troca genuína entre as partes trariam o engajamento profundo. Mas o que se tem visto é que esta visão idealista entrou em decadência.

As marcas parecem preguiçosas, o conteúdo postado é irrelevante e raso, pouco estratégico, e as redes sociais reduziram drasticamente a abrangência das postagens, precisando de dinheiro para uma divulgação efetiva.

O resultado disso tudo é: o marketing social (marketing nas redes sociais) agora é propaganda.

Precisamos realizar um planejamento detalhado de divulgação e compra de mídia com foco em impressões realizadas. A marca precisa “tirar o escorpião do bolso” e pagar para que sua mensagem seja vista. O foco não é só conectar, é transmitir de forma adequada e às personas corretas.

Dick Costolo, CEO do Twitter, em sua última entrevista, afirmou que 01 a cada 20 tweets é propaganda. Também não é segredo que o alcance orgânico do Facebook é baixíssimo.

A quebra do paradigma ou o fim do negócio como é previsto no The Cluetrain Manifesto não aconteceu ainda. Estamos longe do previsto e apesar dos milhares de novos recursos e ferramentas dos avanços da tecnologia da publicidade, estamos novamente no negócio como sempre. A mídia está mais inteligente, mais automatizada, direcionada, otimizada, instantânea, compartilhável, mais programável. Mas o negócio continua o mesmo.

O segredo de tudo isso é que a mídia tem se tornado essencialmente social, mas no fundo não é tão sociável assim. Marcas precisam de estratégia (e não podem negligenciar de forma alguma este ponto) e investimentos para alcançar seus objetivos dentro das redes sociais. Marketing nas redes sociais são muito mais que promoção.

No Brasil, as redes sociais ainda são uma mina de ouro inexplorada e repleta de oportunidades de consumo. É tempo de agir como humanos novamente, usar as redes sociais para transformar seu negócio, influenciar consumidores, através da aproximação do conceito do produto total com o engajamento adicionado na oferta.

Entre na nova era, ponha seu negócio e marca de forma adequada e segmentada na internet. Mas não ache que é fácil e simples. Procure um profissional, faça um planejamento adequado e invista para que você tenha oportunidades realmente relevantes.

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